Na semana 17 de gravidez o feto mede aproximadamente entre 12 e 13 cm de comprimento cabeça-nádega — comparável ao tamanho de uma pera média. Nessa semana começa a acumular gordura subcutânea sob a pele, o que lhe dará um aspecto progressivamente mais arredondado e ajudará a regular a temperatura após o nascimento. Em meses, a semana 17 corresponde aproximadamente a quatro meses de gravidez.
Para muitas pessoas, o segundo trimestre começa a parecer mais estável: a barriga pode já ser visível, os sintomas do primeiro trimestre continuam cedendo e a energia melhorou. Também podem surgir novos desconfortos próprios dessa etapa, como a dor dos ligamentos ou a azia.
A semana 17 segue a semana 16 de gravidez e pertence ao segundo trimestre. A seguir você pode ler sobre a semana 18 de gravidez, quando os primeiros movimentos fetais costumam se tornar mais perceptíveis e o ultrassom morfológico pode estar próximo.
O feto mede entre 12 e 13 cm de comprimento cabeça-nádega e pesa cerca de 140 gramas. Nessa semana começa um processo importante: o acúmulo de gordura subcutânea sob a pele. Essa gordura, que irá aumentando durante o restante da gravidez, tem duas funções principais: fornecer energia ao bebê após o nascimento e ajudá-lo a manter a temperatura corporal.
A pele do feto ainda é muito fina e translúcida, e os vasos sanguíneos são visíveis através dela. O vérnix caseoso — a camada esbranquiçada e cremosa que protege a pele do líquido amniótico — continua se formando, sustentado pelo lanugo que o mantém aderido. O cordão umbilical está ficando mais espesso e resistente para suportar o crescente fluxo de nutrientes e oxigênio.
O feto se move ativamente: dá voltas, chuta, leva as mãos ao rosto e pode fazer movimentos de sucção. Esses movimentos ainda não seguem um padrão regular e podem ser difíceis de distinguir dos movimentos intestinais próprios.
O útero continua crescendo e subindo. A barriga pode ou não ser visível dependendo da sua constituição, do tônus muscular abdominal, se é a primeira gravidez e da posição do útero. Não ter uma barriga proeminente às 17 semanas na primeira gravidez é completamente normal.
A dor dos ligamentos redondos pode se intensificar nessa semana. Sente-se como uma pontada ou câimbra em um ou ambos os lados do abdômen inferior ou da virilha, especialmente ao se levantar rápido, tossir, espirrar ou mudar de posição. Mover-se devagar, apoiar-se antes de se levantar e descansar quando necessário ajudam a manejar. Se a dor for intensa, contínua ou vier acompanhada de sangramento, febre ou dificuldade para respirar, consulte sua ginecologista.
A azia e o refluxo são muito comuns no segundo trimestre, pois o útero crescente empurra o estômago para cima e a progesterona relaxa o esfíncter esofágico. Comer em porções pequenas e frequentes, evitar alimentos muito condimentados ou gordurosos, não se deitar logo após comer e elevar levemente a cabeceira da cama pode ajudar. Consulte sua ginecologista se precisar de medicação — carbonato de cálcio (antiácido) e omeprazol são habitualmente considerados seguros na gravidez sob orientação médica.
A sudoração pode ser maior do que o habitual pelo aumento do volume sanguíneo e do metabolismo. No Brasil, o calor e a umidade de muitas regiões podem tornar isso especialmente incômodo. Usar roupas de tecidos naturais e respiráveis, manter-se bem hidratada e buscar ambientes mais frescos pode ajudar.
A dor lombar, as tonturas, a prisão de ventre, as mudanças nos seios, as manchas escuras na pele e as estrias são sintomas comuns nessa semana. Sangramento intenso, dor forte ou sintomas que preocupam exigem atenção médica.
Gordura subcutânea fetal – a camada de gordura que se acumula sob a pele do feto a partir do segundo trimestre. Serve como reserva de energia e ajuda a regular a temperatura corporal após o nascimento. Bebês prematuros têm menos gordura subcutânea, o que os torna mais vulneráveis ao frio.
Vérnix caseoso – a camada esbranquiçada, cremosa e pastosa que cobre a pele do feto e o protege do líquido amniótico. É mais abundante em bebês prematuros. Tem propriedades antimicrobianas e lubrificantes que facilitam o parto. Recomenda-se não retirá-lo imediatamente após o nascimento.
Ligamentos redondos – os dois ligamentos que conectam o útero à virilha, mantendo-o em posição dentro da pelve. À medida que o útero cresce, esses ligamentos se esticam, podendo causar pontadas ou câimbras em um ou ambos os lados do abdômen inferior, especialmente com mudanças bruscas de posição.
Azia (pirose) na gravidez – sensação de queimação no peito ou na garganta causada pelo ácido do estômago que sobe ao esôfago. Na gravidez, é causada pela combinação da progesterona (que relaxa o esfíncter esofágico) e do útero crescente (que desloca o estômago). É muito comum no segundo e no terceiro trimestre.
Cinta abdominal pré-natal – suporte elástico que se usa sob a barriga para aliviar a pressão na lombar e na pelve. Pode ser útil para pessoas com dor lombar, dor pélvica ou desconforto dos ligamentos. Existem diferentes tipos — sua ginecologista ou fisioterapeuta pode orientar sobre o mais adequado.
A gordura subcutânea é a camada de gordura que começa a se acumular sob a pele do feto a partir do segundo trimestre. Tem duas funções principais: servir como reserva de energia para o bebê após o nascimento e ajudar a regular a temperatura corporal, já que os recém-nascidos ainda não conseguem gerar calor de forma eficiente. Bebês prematuros têm menos gordura subcutânea, o que os torna mais vulneráveis ao frio e à hipoglicemia.
O vérnix caseoso é a camada esbranquiçada, cremosa e pastosa que cobre a pele do feto e o protege do líquido amniótico — que, sem essa proteção, poderia macerar a pele. É mais abundante em bebês prematuros. Tem propriedades antimicrobianas e lubrificantes que facilitam a passagem pelo canal do parto. Atualmente recomenda-se não retirá-lo imediatamente após o nascimento, pois sua presença na pele do bebê tem benefícios nas primeiras horas de vida.
Sim, a azia (pirose) é muito comum no segundo e no terceiro trimestre. É causada pela combinação da progesterona, que relaxa o esfíncter esofágico inferior, e pelo útero crescente, que empurra o estômago para cima. Comer em porções pequenas e frequentes, evitar alimentos muito gordurosos ou condimentados, não se deitar logo após comer e elevar levemente a cabeceira da cama ajudam. Se precisar de medicação, converse com sua ginecologista — carbonato de cálcio (antiácido) e omeprazol são geralmente considerados seguros na gravidez sob orientação médica.
As dores lombares são muito comuns no segundo trimestre, pois o crescimento da barriga desloca o centro de gravidade e sobrecarrega a coluna. Evite levantar objetos pesados; se precisar, dobre os joelhos e mantenha as costas retas. Caminhar regularmente, nadar e o yoga pré-natal fortalecem a musculatura e ajudam. Uma cinta abdominal pré-natal pode aliviar a pressão na lombar — converse com sua ginecologista ou fisioterapeuta sobre o modelo mais adequado para o seu caso.
O cálcio é essencial para a mineralização do esqueleto fetal. As melhores fontes alimentares são: laticínios (leite, iogurte, queijo), sardinha e atum em conserva com espinha, vegetais verde-escuros (couve, brócolis, espinafre), tofu, e legumes como feijão e grão-de-bico. No Brasil, alimentos enriquecidos com cálcio, como certas marcas de suco de laranja e bebidas vegetais, também são opções. Se sua dieta for pobre em cálcio, converse com sua ginecologista sobre suplementação.