Na semana 39 de gravidez o feto mede entre 50 e 53 cm de comprimento total e pode pesar entre 3,2 e 3,6 quilogramas — comparável ao tamanho de uma melancia grande. Com 39 semanas, a gravidez está na janela do "a termo completo" (39 a 40+6 semanas): o momento de maior maturidade fetal e menor risco de complicações neonatais. Em meses, a semana 39 corresponde a aproximadamente nove meses e três semanas de gravidez.
A semana 39 segue a semana 38 de gravidez e pertence ao terceiro trimestre. A seguir você pode ler sobre a semana 40 de gravidez, a semana da data provável do parto e o que acontece se ela passar.
O bebê mede entre 50 e 53 cm e pesa entre 3,2 e 3,6 quilogramas. Todos os sistemas estão completamente maduros e prontos para a vida fora do útero. O lanugo e o vérnix caseoso praticamente desapareceram. As unhas são longas e o cabelo pode estar bem crescido — embora a quantidade varie muito de bebê para bebê.
O intestino do bebê contém mecônio: fezes esverdeadas e espessas compostas de células descamadas, líquido amniótico deglutido e secreções intestinais. Normalmente o mecônio é eliminado após o nascimento, mas em algumas situações pode ser expelido ainda dentro do útero antes ou durante o trabalho de parto — o que exige avaliação imediata. O volume de líquido amniótico continua a diminuir gradualmente a partir dessa semana.
O desconforto é intenso e constante. A pressão pélvica, a dificuldade para caminhar, a incontinência urinária e a azia estão no seu pico. O colo do útero está a amadurecer — pode haver um aumento na secreção vaginal mucosa ou levemente rosada, o que é normal e indica progresso. As contrações de Braxton Hicks são cada vez mais difíceis de distinguir das contrações iniciais do trabalho de parto.
O cansaço e a impaciência são compreensíveis. Muitas mulheres alternam entre o instinto de nidificação e a exaustão total. Procure atenção médica urgente diante de rotura da bolsa, contrações regulares e progressivas, redução dos movimentos do bebê, sangramento, dor de cabeça intensa ou alterações visuais.
A posição em que você se encontra durante o trabalho de parto e o expulsivo influencia a duração do parto, a intensidade da dor e o risco de complicações. A posição deitada de costas (dorsal) — que foi a norma nos hospitais durante décadas — não é a mais favorável do ponto de vista fisiológico: reduz o diâmetro pélvico disponível e trabalha contra a gravidade.
As posições verticalizadas — em pé, caminhando, ajoelhada, de quatro apoios, agachada ou em banqueta de parto — aproveitam a força da gravidade, ampliam o diâmetro pélvico e, segundo a evidência científica, podem reduzir a duração do primeiro e segundo estágio do parto, diminuir a necessidade de ocitocina para estimular as contrações e reduzir a dor percebida. A posição lateral esquerda melhora a perfusão placentária e é uma alternativa confortável para o período expulsivo, associada a menor risco de lacerações perineais graves em alguns estudos.
Pergunte à sua ginecologista e à equipe da maternidade quais posições são possíveis no seu serviço. Se tiver uma peridural, a mobilidade será limitada, mas ainda é possível mudar de posição com assistência. Incluir as suas preferências de posição no plano de parto é uma forma de comunicar antecipadamente os seus desejos à equipe.
O alívio da dor durante o trabalho de parto é um direito — reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil. A decisão de usar ou não analgesia é da parturiente, e a equipe deve oferecer informação e acesso aos métodos disponíveis.
A anestesia peridural (epidural) é o método farmacológico mais utilizado: um cateter é colocado no espaço peridural da coluna lombar, por onde é administrado um anestésico local de forma contínua. É altamente eficaz no controle da dor e permite que a mulher esteja acordada e ativa durante o parto. A mobilidade fica limitada na maioria dos casos. A epidural pode ser realizada a partir de uma dilatação de 3 a 4 cm, embora esse critério varie entre serviços.
A raquianestesia é uma injeção única no espaço subaracnoideo — de efeito mais rápido e mais profundo, mas não contínuo. É o método padrão em cesáreas e em alguns procedimentos específicos durante o parto vaginal.
Os métodos não farmacológicos — banho de imersão ou chuveiro, bola de pilates, massagem, TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea), deambulação e mudança frequente de posição — têm evidência moderada de eficácia no alívio da dor e não interferem na mobilidade.
Contexto Brasil: a disponibilidade de anestesista em tempo integral não é garantida em todas as maternidades do SUS. Em algumas unidades, a epidural só é possível durante o horário de cobertura do anestesista. Pergunte com antecedência no seu serviço qual é a disponibilidade real de analgesia e quais métodos estão disponíveis.
A termo completo – classificação obstétrica para gravidez entre 39+0 e 40+6 semanas. É a janela em que os bebês têm, em média, os melhores resultados neonatais: os pulmões, o cérebro e o sistema imunológico estão completamente maduros. Bebês nascidos a termo completo têm menor risco de hipoglicemia, icterícia, dificuldades respiratórias e complicações neonatais em comparação com os nascidos antes de 39 semanas.
Anestesia peridural (epidural) – método de analgesia no trabalho de parto em que um cateter é inserido no espaço peridural da coluna lombar e um anestésico local é administrado de forma contínua. É altamente eficaz no controle da dor e permite que a mulher esteja acordada. Pode limitar a mobilidade. É um direito da parturiente solicitar informação sobre este método e acesso ao mesmo quando disponível.
Posições verticalizadas no parto – posições em que a mulher está em pé, ajoelhada, agachada, de quatro apoios ou em banqueta de parto durante o trabalho de parto ou o expulsivo. Aproveitam a força da gravidade e podem ampliar os diâmetros pélvicos. A evidência científica apoia o seu uso para reduzir a duração do parto e a necessidade de intervenções, embora a escolha da posição deva ser individual e adaptada às circunstâncias clínicas.
Mecônio – as primeiras fezes do bebê, compostas por células intestinais descamadas, líquido amniótico deglutido e secreções do trato digestivo. Tem cor verde-escura ou preta e consistência espessa. Normalmente é eliminado nas primeiras 24 a 48 horas de vida. Quando é expelido antes do nascimento (líquido amniótico meconial), pode ser aspirado pelo bebê durante o trabalho de parto e causar síndrome de aspiração de mecônio — uma complicação que exige avaliação imediata da equipe neonatal.
TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) – método não farmacológico de alívio da dor que utiliza impulsos elétricos de baixa intensidade aplicados através de eléctrodos na pele. Pode reduzir a percepção da dor durante o trabalho de parto sem efeitos adversos para o bebê. Não está disponível em todos os serviços do SUS, mas pode ser alugado ou comprado para uso pessoal.
Sim, é um direito reconhecido pelas diretrizes do Ministério da Saúde e pela OMS. Você pode solicitar posições verticalizadas — em pé, ajoelhada, de quatro apoios, agachada ou lateral — durante o trabalho de parto e o expulsivo. A posição deitada de costas não é a mais favorável fisiologicamente e não é obrigatória. Se tiver uma epidural, a mobilidade ficará limitada, mas ainda é possível mudar de posição com assistência. Inclua as suas preferências no plano de parto e converse com a equipe da maternidade com antecedência.
Depende da maternidade. Muitas maternidades do SUS nas capitais e grandes cidades têm anestesista disponível e oferecem epidural durante o trabalho de parto. Em maternidades menores ou em horários específicos, pode não haver cobertura de anestesia 24 horas. Pergunte diretamente à sua ginecologista ou à maternidade com antecedência: se a epidural é um método de alívio da dor que deseja, é importante confirmar a disponibilidade real no seu serviço antes de entrar em trabalho de parto.
Não. A evidência científica atual mostra que a anestesia peridural não aumenta o risco de cesárea nem prolonga significativamente o trabalho de parto em gestações de baixo risco. Pode prolongar ligeiramente o segundo estágio (expulsivo) em alguns casos, mas isso é manejável com ajustes na dose. A epidural pode, de facto, reduzir o estresse materno e facilitar o progresso em trabalhos de parto prolongados por tensão e dor excessivas.
O mecônio são as primeiras fezes do bebê, normalmente eliminadas após o nascimento. Quando o bebê expele mecônio ainda dentro do útero — o que pode acontecer por maturidade fisiológica ou por sofrimento fetal — o líquido amniótico fica esverdeado ou acastanhado. Se o bebê aspirar esse líquido ao fazer os primeiros movimentos respiratórios, pode desenvolver síndrome de aspiração de mecônio, uma complicação respiratória grave. Por isso, a presença de líquido meconial exige avaliação imediata da equipe neonatal ao nascer — mas não significa automaticamente que o bebê está em sofrimento.
Sim, a deambulação e a mudança frequente de posição durante o trabalho de parto ativo são encorajadas pela OMS e pelas diretrizes do Ministério da Saúde. A movimentação aproveita a gravidade, pode reduzir a percepção da dor e favorece o progresso do trabalho de parto. Pergunte à equipe da maternidade se há acesso ao chuveiro ou banheira, bola de pilates ou corredor para caminhar. Se tiver uma epidural, a mobilidade ficará limitada — mas ainda é possível mudar de posição na cama com assistência.