Na semana 29 de gravidez o feto mede entre 38 e 40 cm de comprimento total e pode pesar entre 1,1 e 1,3 quilogramas — comparável ao tamanho de um abacaxi pequeno. O corpo se torna mais arredondado à medida que a gordura subcutânea se acumula e os movimentos podem ser sentidos com muito mais força do que em semanas anteriores. Em meses, a semana 29 corresponde a aproximadamente sete meses de gravidez.
A semana 29 segue a semana 28 de gravidez e pertence ao terceiro trimestre. A seguir você pode ler sobre a semana 30 de gravidez, quando o bebê continua ganhando peso e os preparativos para o parto ganham mais urgência.
O bebê mede entre 38 e 40 cm e pesa entre 1,1 e 1,3 quilogramas. A gordura subcutânea continua se acumulando e a pele adquire um aspecto cada vez mais parecido com o que terá ao nascer: menos enrugada e mais arredondada. O cérebro continua desenvolvendo conexões neuronais ativamente e os sentidos estão bem desenvolvidos: o bebê pode ouvir, ver mudanças de luz, distinguir sabores e responder aos estímulos do ambiente.
Os movimentos são vigorosos e alguns parceiros ou familiares podem vê-los do exterior apoiando a mão no abdômen. O bebê pode ter um padrão de sono e vigília mais definido: períodos de atividade intensa alternados com períodos de quietude. Os momentos de quietude não significam que o bebê parou de se mover — quando voltar ao período ativo, os movimentos serão perceptíveis.
A posição do bebê — cefálica (cabeça para baixo) ou pélvica (nádegas) — pode ainda estar mudando. Não é motivo de preocupação na semana 29. A maioria dos bebês se posiciona cabeça para baixo espontaneamente antes das semanas 34 a 36.
A pressão pélvica — uma sensação de peso ou pressão na parte baixa do abdômen ou da pelve — pode se intensificar à medida que o bebê cresce e o útero ocupa mais espaço. É um sintoma frequente e normal. Se a pressão pélvica vier acompanhada de contrações regulares, perda de líquido ou sangramento, procure atenção médica urgente.
As contrações de Braxton Hicks podem se tornar mais frequentes e perceptíveis. Distinguem-se do trabalho de parto porque são irregulares, não aumentam em frequência nem intensidade, e cedem ao mudar de posição, caminhar ou se hidratar. Se tiver mais de quatro contrações em uma hora ou se se tornarem regulares e dolorosas, ligue para sua ginecologista.
O sono continua difícil. A barriga impede encontrar uma posição confortável, a micção noturna interrompe o descanso e as câimbras ou a síndrome das pernas inquietas podem manter você acordada. Durma de lado com travesseiros de apoio — entre os joelhos, sob o abdômen e atrás das costas. Reduza os líquidos nas duas últimas horas antes de dormir para diminuir as idas noturnas ao banheiro.
A azia, a dor nas costas, o inchaço nos pés, as hemorroidas e as mudanças de humor continuam sendo comuns. Inchaço súbito no rosto ou nas mãos, dor de cabeça muito intensa, alterações visuais ou redução dos movimentos do bebê requerem atenção médica urgente.
A semana 29 é um bom momento para começar a montar a bolsa maternidade, embora seja conveniente tê-la completamente pronta a partir da semana 35 ou 36. Bebês às vezes chegam antes do previsto, e ter tudo pronto com antecedência reduz o estresse no momento do parto.
Para a mãe: cartão pré-natal e documentos de identidade, carteirinha do plano de saúde se houver, camisola ou roupa confortável para o trabalho de parto e pós-parto, calcinha de tamanho grande (calcinha pós-parto ou de tamanho maior que o usual), sutiã de amamentação (2 a 3), produtos de higiene pessoal (shampoo, sabonete, pasta de dente, escova, creme hidratante), absorventes pós-parto extra-grandes, roupa para a volta para casa e algo para comer e beber para o acompanhante.
Para o bebê: roupinhas de recém-nascido (macacão, touca, meias, manta), fraldas (tamanho RN), lenços umedecidos sem fragrância, e bebê conforto ou cadeirinha de carro homologada pelo INMETRO para a volta para casa.
Importante para maternidades do SUS: em muitas maternidades públicas do Brasil é necessário levar fraldas, pomada para assadura, roupinhas do bebê e, em alguns casos, itens de farmácia como absorventes cirúrgicos ou soro fisiológico. Pergunte com antecedência à sua maternidade de referência o que você precisa levar — cada serviço tem suas especificidades.
Apresentação cefálica e pélvica – a apresentação cefálica é a posição em que a cabeça do bebê está orientada em direção ao canal do parto — é a posição ideal para o parto vaginal. A apresentação pélvica é aquela em que as nádegas ou os pés estão orientados para o canal do parto. Na semana 29, ainda é normal que o bebê esteja em qualquer posição. A avaliação da apresentação ganha mais relevância a partir das semanas 34 a 36.
Pressão pélvica – sensação de peso, pressão ou desconforto na parte baixa do abdômen ou da pelve, frequente no terceiro trimestre pelo peso crescente do útero e do bebê. É um sintoma normal enquanto não vier acompanhada de contrações regulares, sangramento ou perda de líquido, que requerem atenção médica urgente.
Plano de parto – documento escrito onde a gestante expressa suas preferências sobre o processo do parto: quem a acompanhará, quais posições deseja tentar, suas preferências quanto à analgesia, como deseja que o recém-nascido seja manejado ao nascer (contato pele a pele, clampeamento tardio do cordão, início da amamentação). É um documento de comunicação, não um contrato. No Brasil, a Lei do Acompanhante garante o direito a um acompanhante no parto pelo SUS.
Bolsa maternidade – o conjunto de itens preparados com antecedência para levar à maternidade no dia do parto. Inclui documentos médicos, roupas e itens de higiene para a mãe, roupas e fraldas para o bebê, e o necessário para o acompanhante. Em muitas maternidades do SUS é necessário levar itens adicionais — verifique antecipadamente com o seu serviço.
Tampa mucosa (tampão mucoso) – acúmulo de muco espesso que veda o colo do útero durante a gravidez e protege o bebê de possíveis infecções. Sua expulsão — corrimento mucoso e espesso, às vezes com estrias de sangue rosado — pode ocorrer dias ou semanas antes do início do trabalho de parto ativo. Nem sempre indica que o parto é iminente, mas é sinal de que o colo do útero está começando a se preparar.
Sim. A Lei do Acompanhante (Lei Federal 11.108/2005) garante à gestante o direito a um acompanhante de sua escolha — pessoa da família ou não — durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato em qualquer serviço de saúde do SUS. O descumprimento dessa lei pode ser denunciado ao Ministério da Saúde ou à ouvidoria da maternidade. Informe ao acompanhante de sua escolha com antecedência.
O tampão mucoso é uma massa de muco espesso que veda o colo do útero durante a gravidez, protegendo o bebê de infecções. Sua saída — corrimento mucoso e espesso, às vezes com estrias de sangue rosado (show hemorrágico) — pode ocorrer dias ou até semanas antes do início do trabalho de parto. Nem sempre indica que o parto é iminente. Se vier acompanhado de contrações regulares, perda de líquido abundante ou sangramento vivo, procure a maternidade.
O plano de parto é um documento onde você registra suas preferências para o trabalho de parto e o nascimento: quem deseja como acompanhante, quais posições quer tentar, suas preferências quanto à analgesia, clampeamento tardio do cordão, contato pele a pele imediato e início precoce da amamentação. No SUS, nem todas as preferências podem ser garantidas, pois dependem das condições de cada serviço. Converse com sua ginecologista sobre o que é possível na sua maternidade de referência.
A pressão pélvica — sensação de peso ou pressão na parte baixa do abdômen ou da pelve — é muito comum no terceiro trimestre. É causada pelo peso crescente do útero e do bebê sobre a pelve e os ligamentos pélvicos. É um sintoma normal. Descansar com os pés elevados, usar uma cinta abdominal pré-natal ou cinto pélvico, e fazer pausas ao longo do dia ajudam. Se vier acompanhada de contrações regulares, perda de líquido ou sangramento, procure a maternidade imediatamente.
Durma sempre de lado — de preferência sobre o lado esquerdo — com travesseiros de apoio: um entre os joelhos para reduzir a pressão nos quadris, um sob o abdômen para sustentar o peso do útero e um atrás das costas para não rolar de costas. Evite beber muito líquido nas duas horas antes de dormir. Travesseiros de maternidade em formato U ou J dão suporte ao corpo todo e são encontrados em diversas faixas de preço no Brasil.