Ter a bolsa pronta com antecedência evita procurar documentos, carregadores ou roupas do bebê no momento em que as contrações começarem. Recomenda-se tê-la preparada a partir da semana 34 ou semana 36 no máximo. Compare esta lista com o que a sua ginecologista ou a sua maternidade indicou: o que você precisa levar varia muito dependendo do serviço e de ser SUS ou plano de saúde.
Se está se preparando para as últimas semanas, você também pode ler os guias da semana 38, semana 39 e semana 40 de gravidez, e o guia completo sobre o parto.
Esta é a diferença mais importante que você deve conhecer antes de preparar a bolsa:
Nas maternidades do SUS, a instituição oferece a assistência médica e obstétrica, mas em muitos serviços você precisa fornecer os insumos básicos: fraldas, lenços umedecidos, roupas do bebê, absorventes, sabonete e toalha. Isso varia muito entre maternidades — algumas fornecem fraldas e roupas padronizadas, outras não. Ligue com antecedência para a maternidade onde pretende dar à luz e pergunte exatamente o que você precisa trazer. Não assuma.
Nos hospitais privados e planos de saúde, é habitual que fraldas, lenços, roupas para o bebê e absorventes sejam fornecidos durante a internação, embora isso varie entre instituições. Mesmo assim, muitas famílias preferem levar os seus próprios itens.
Ligue para a sua maternidade com antecedência — independentemente do tipo de serviço — e pergunte exatamente o que deve trazer. É a única forma de evitar surpresas no momento menos oportuno.
Evite sobrecarregar a bolsa: uma mala muito pesada é difícil de manusear. Geralmente não são necessários:
Cartão de pré-natal – documento que registra todos os dados do acompanhamento da gestação: exames laboratoriais, ecografias, medições de pressão arterial e peso, resultado do cultivo do EGB, grupo sanguíneo e Rh, e quaisquer intercorrências clínicas. É imprescindível levá-lo à maternidade no momento do parto — a equipe de plantão precisa dessas informações, especialmente se não te acompanhou durante a gravidez.
Absorventes pós-parto – absorventes de alta absorção indicados para o sangramento vaginal (lóquios) após o parto. Nas primeiras horas o sangramento pode ser abundante — use absorventes grandes ou específicos para pós-parto. Os tampões estão contraindicados nas semanas seguintes ao parto, independentemente do tipo de parto, pois aumentam o risco de infecção.
Cadeirinha de carro homologada pelo INMETRO – cadeirinha orientada para trás (retroface) com o certificado de conformidade do INMETRO para o peso e a estatura do recém-nascido. É obrigatória por lei desde o primeiro trajeto de carro após a alta hospitalar (Resolução CONTRAN 277/2008 e legislação vigente). Deve ser instalada corretamente antes do nascimento e não deve ser usada se tiver sofrido impacto em acidente.
Plano de parto – documento escrito que resume as preferências da gestante para o trabalho de parto, o nascimento e o pós-parto imediato: posições, manejo da dor, episiotomia, clampeamento do cordão, contato pele a pele, amamentação, entre outros. Não é um contrato legal nem garante que todas as preferências serão cumpridas (o parto pode mudar rapidamente), mas é uma ferramenta de comunicação útil com a equipe. Leve cópias suficientes.
Sutiã de amamentação – sutiã com abertura frontal (presilhas ou clipes) que facilita a amamentação e o contato pele a pele. É essencial durante a internação e para as primeiras semanas em casa. Deve ser confortável, sem aros que possam comprimir os ductos lactíferos e provocar mastite, e de tamanho adequado ao aumento do volume mamário no pós-parto.
Recomenda-se ter a bolsa pronta a partir da semana 34 ou 35. A partir dessa semana, embora o parto espontâneo antes das 37 semanas seja pouco frequente, qualquer eventualidade pode exigir ir ao hospital antes do previsto. Na semana 36, a bolsa deve estar completamente pronta e em um lugar acessível para qualquer pessoa do seu convívio.
Para a mãe: cartão de pré-natal e documentos de identidade, camisola ou roupa confortável para o parto e pós-parto, roupa íntima de tamanho maior, sutiã de amamentação, produtos de higiene pessoal, absorventes pós-parto grandes e roupa para o retorno a casa. Para o bebê: roupinhas de recém-nascido, touca, meias, cobertorzinho, fraldas e lenços umedecidos.
Para a estadia hospitalar (geralmente 1 a 3 dias em um parto vaginal sem complicações, 3 a 4 dias em uma cesárea), leve 2 a 3 bodies ou macacões de recém-nascido, 1 a 2 pijamas ou macaquinhos de manga comprida, 2 a 3 toucas, 2 pares de meias e luvas, e um cobertor. Para o retorno a casa, prepare uma roupa adequada à temperatura do momento.
O mais confortável é uma camisola ou robe de abertura frontal que facilite o exame vaginal, a colocação da peridural e o contato pele a pele após o nascimento. Muitas maternidades fornecem um avental institucional, mas ter o seu próprio pode ser mais confortável.
Sim. O trabalho de parto pode durar muitas horas e o acesso à alimentação pode ser limitado. Seu acompanhante deve levar: documento de identidade, roupas confortáveis e uma muda de roupa íntima, celular e carregador, comida e bebida próprias, e artigos básicos de higiene se for pernoitar.